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flamejante
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flamipontente
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mario
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No silêncio de um olhar a vida veio de leve tomando a alma. Na cor dos olhos a luz espalhou segredos. Nenhum som para revelar o que a lua cheia previa no céu. Ele era corpo que dela fez sonho. Ela, sonho no corpo dele. Véus ofuscando estrelas. Noite eternizada. Nenhum dia sucedido, nem história revelada. Veio como se foi, ficou como se não tivesse ido. Ambos na mesma encruzilhada, perdidos. Nem fim, nem começo, apenas momento. Sem cobranças ou dívidas, a espera de um possível, ou previsível, novo encontro. Que fosse ao acaso, como sempre, mas permanente no presente. Justo na completeza do ato. Puro. Verdadeiro. Farto de sentimento. Parco de consequências. Inevitável começo. Inusitado fim.

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O site http://www.wordle.net/ foi a inspiração para criação de tagpoemas, a partir de textos pessoais.
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Nada mais que letras acopladas em tiras sem sentido,
Nem pontos, nem vírgulas.
Gotas salgadas, pequeninas, lentas
Lápis que chora borrões
No vácuo do sofrimento.
tagpoema gerado no site http://www.wordle.net/

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Conturbada mente. Imagens em clip silente. Palavras presas.
Perguntas que não terão respostas desfilam recatadas.
Mundo cão. Tempo vão.
Saídas fechadas. Becos escuros. Nenhum túnel.
Quem virá nas asas do anjo?
Impossível saber se virá um anjo.
Olhos abertos na cegueira da espera.
Disfarça a vida na tribulação dos dias.
Aguarda o sinal que não virá e
Acredita que tudo um dia dorme.

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Alma em canto por outros cantos.
Voz que cala diante de vozes que falam.
Coração que oculta batidas aceleradas.
Sentimentos desencontrados.
Alegria. Dúvida. Incertezas platônicas.
Desprendimento.
No círculo das parcas
o tecido encontra a tesoura da vontade controlada.
Na roda da vida o giro impecável da verdade.
Alma que erra em busca do improvável destino.
Caminho sem mapa.
Taciturna caminhada.
Inexorável distância.
Abnegada chegada.
E deixa dúvidas quanto à realidade.

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No escuro só.
Sombras silenciosas espreitam a mente.
Não dizem nada.
Apenas ficam como se nada quisessem.
Os olhos se fecham e surdos nada sabem do interior misterioso.
As sombras se mexem.
Visões inexplicáveis acordam pesadelos.
E a vida invisível torna-se verdade incontestável.
Até que o grito contido rompe a garganta em solavanco.
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Festa de flores, sementes e muitos risos.
Alegria de aniversário do milênio que se confunde com aqueles que acreditam na generosidade, na beleza, na pureza de ser.
Somos todos de alguma forma humanos, mesmo que esquecidos das flores.
Somos todos nascidos bons, mesmo que tenhamos apagado da memória a liberdade de sorrir.
A fé na possibilidade é a própria possibilidade do ser.
Comemorar as passagens é florir de sementes não plantadas.
Ver as flores nas sementes é ser da era de aquário.
Comemorar com a gala da nudez a vida plena de luz.


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Nem sempre será preciso uma biografia
para que se compreenda uma vida doce-amarga,
de erros e acertos, frustrações e realizações.
Bastará que alguém conte algumas histórias,
vividas, sentidas, sofridas, queridas, sonhadas.
Leremos do começo ao fim a pessoa comum,
que sabemos parecida com quem somos e o
nó na garganta prenderá as lágrimas que pretendemos escondidas.
Porque essa será também a nossa vida, uma parte,
mesmo que pequena, da nossa própria história.
Na multidão somos únicos,
parecidos nas escolhas de trajetos complicados,
sozinhos nos encontros silenciosos,
unidos pelas perdas, pelos sonhos,
tristezas, sorrisos, gritos, gargalhadas.
O encontro com Lucinha é realidade revelada em tempos de saudade. Confronto do ontem com o amanhã.
Verdades. Vontades. Incertezas. Ironias. Sina.

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